MINICURSO “A EMANCIPAÇÃO DAS COISAS, OU: UM MARXISTA CHEGA ATRASADO À CRÍTICA DA ECOLOGIA POLÍTICA”

Neste semestre de 2020.1, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio promoveu o minicurso “ A emancipação das coisas, ou: um marxista chega atrasado à crítica da ecologia política” foi ministrado pelo Professor Dr. Gabriel Tupinambá (Departamento de Filosofia – UFRJ) nos dias 13, 15 e 17 de Abril de 18h às 21h (9h totais), na plataforma Zoom.

O minicurso A emancipação das coisas explorou as conexões e divergências entre o materialismo histórico — base do projeto socialista do século XX — e as correntes materialistas contemporâneas que podemos agrupar sob o nome de “materialismos do não-humano”, reconstruindo ideias e estratégias do pensamento decolonial, do movimento feminista e da ecologia radical do ponto de vista de um marxismo ciente de suas próprias limitações. Buscou-se mapear as diferentes maneiras que autores como Donna Haraway, Isabelle Stengers, Anna Tsing, Bruno Latour, Karen Barad e McKenzie Wark demarcaram o que gostariam de abandonar — ou, menos frequentemente, herdar — dos esforços da tradição marxista do século passado, tentando relacionar pontos-cegos importantes da obra de Marx com desenvolvimentos teóricos que visam alargar o espaço do materialismo para além dos limites — progressistas, patriarcais e antropocêntricos —  que caracterizaram a ideologia progressista européia do século XIX.

Os materiais utilizados no curso e gravações do mesmo encontram-se abaixo

Ementa e bibliografia completa

Gravação – Dia 13.04.2020

Gravação – Dia 15.04.2020 – parte 1*

Gravação – Dia 15.04.2020 – parte 2*

Gravação – Dia 17.04.2020

*Entre a parte 1 e parte 2 das gravações do dia 15 de abril há um corte de cerca de 20 minutos referente a explicação dos slides 104 a 107

Gabriel TupinambáGABRIEL TUPINAMBÁ (Depto de Filosofia – UFRJ)

Possui bacharelado em Belas Artes pela Central Saint Martins College of Art & Design (2010), mestrado em Mídia e Comunicação (2012) e doutorado em Filosofia (2015) pela European Graduate School. Atualmente é pesquisador de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura, na PUC-Rio. É também psicanalista e coordenador do Circulo de Estudos da Idéia e da Ideologia. Tem experiência na área de Arte, Filosofia e Psicanálise, atuando principalmente nos seguintes temas: idealismo alemão, fundamentos sociais da clínica psicanalítica, teoria do valor, teoria da organização política.

 

Agenda 2019.2

 

O Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio convida mestrandas/os e doutorandas/os, pesquisadoras/es, e professoras/es do IRI e externos para as atividades que serão oferecidas no segundo semestre de 2019.

Nos dias 17, 18 e 19 de Setembro realizaremos o Minicurso “Introdução à análise crítica de discurso nas Relações Internacionais” com o Professor DrRodrigo Borba. Rodrigo é professor do  Departamento de Letras Anglo-Germânicas e do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Doutor e Mestre em Linguística Aplicada pela UFRJ. Licenciado em Letras-Inglês pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Ganhador do Prêmio CAPES de Teses em 2015 com pesquisa na interface entre Linguística Aplicada, Antropologia do Corpo e da Saúde, Filosofia e Sociologia. Em 2017-2018, realizou pós-doutorado (Visiting Scholar) como bolsista CAPES na Faculty of Linguistics, Philology and Phonetics da Universidade de Oxford (Reino Unido) com projeto em Antropologia Linguística, Sociolinguística, Linguística Feminista e Queer, sob supervisão de Deborah Cameron.  Seus interesses de pesquisa estão voltados à construção de identidades, gêneros e sexualidades a partir de perspectivas indisciplinares que colocam em diálogo a Linguística Aplicada, a Antropologia Linguística, a Sociolinguística Interacional, a Análise do Discurso (falado e escrito), a Análise da Conversa, a Paisagem Linguística e as relações entre a Linguística, o feminismo e a teoria queer.

Em Outubro, com o apoio do GlobalGRACE projetct promoveremos a Oficina de Métodos Participativos com a Professora Dra. Phoebe Kisubi (University of Cape Town). A oficina será oferecida nos dias 21 e 22 de Outubro de 18h às 21h (6h totais), no auditório do IRI2, em inglês, sem tradução. Phoebe é professora no programa de Estudos de Gênero no Africa Gender Institute (AGI) – University of Cape Town.  Além disso, é bolsista de pós-doc no GlobalGRACE project (https://www.globalgrace.net). Tem um doutorado em Gender, Media and Culture pelo Graduate Gender Studies Programme, Utrecht University nanos Países Baixos. Além disso, também é professora na Universidade de Utrecht e leciona teorias feministas e métodos de pesquisa feministas no Graduate Gender Studies Programme. Seus interesses de pesquisa são em critica racial, gênero, classe, sexualidde, saúde pública bem como estudo decoloniais e praxis, Por fim, Phoebe também trabalhou em diversos campos incluindo gênro, HIV e saúde pública untoa agencias como a UNDP, UNAIDS and WHO.

Nos dias 29, 30 e 31 de outubro realizaremos um Minicurso Afetos e Política: Uma abordagem transindividual com o Prof. Dr. Rodrigo Nunes.  Rodrigo Nunes é PhD em Filosofia pela Universidade de Londres. Professor do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) desde 2013 e autor do livro Organisation of the Organisationless: Collective Action After Networks (Mute/PML Books, 2014). Foi professor visitante no Goldsmiths College, University of London (2007-8), na University of East London (2008-2009), na University of Westminster (2008) e pesquisador visitante na Brown University (Estados Unidos. É Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Pelotas (2000) e mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2003) e pós-doutorando PNPD/CAPES na PUCRS (2010-2013). Tem experiência em filosofia moderna e contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: ontologia, metafilosofia e filosofia política.

Por fim, nos dias 13, 18 e 19 de Novembro acontecerá o minicurso “Case studies and process-tracing” com o Prof. Dr. Stefano Guzzini. O professor Guzzini é formado pelo l’Institut d’Études Politiques de Paris, Mestre em Economia pela LSE e Ph.D. em Ciências Sociais e Políticos do Instituto Universitário Europeu. É especialista em análise de política externa (aplicada: EUA, Alemanha, política externa francesa), Teorias das Relações Internacionais e Economia Política Internacional (realismo e construtivismo); Análise de Poder.

Você pode acompanhar maiores informações sobre as atividades do Laboratório de metodoloia nas abas “minicursos” e “oficinas”

Comunicado: Manutenção das Atividades do LABMET 2020.1

 

Rio de Janeiro , 23 de Março de 2020

Prezadxs,

Em linha com a decisão da PUC-Rio diante da pandemia provocada pelo COVID-19, o Laboratório de Metodologia do IRI – PUC-Rio comunica a manutenção de suas atividades neste semestre de 2020.1. Em consonância com a decisão da PUC-Rio e do Instituto de Relações Internacionais sobre as aulas, nossas atividades serão realizadas virtualmente. A princípio, utilizaremos a plataforma Zoom e enviaremos algumas horas antes de cada atividade o link para o e-mail dass pessoas inscritas, pelo que pedimos atenção aos emails.

Não sabemos por quanto tempo a quarentena durará, mas podemos prever pelos últimos estudos publicados que a situação não se normalizará tão cedo. Sendo assim, a principal recomendação para diminuirmos o número de infectados é nos mantermos em casa. Sabemos que não é possível esperar que as atividades oferecidas virtualmente tenham o mesmo ambiente de troca de uma atividade presencial, contudo nesse momento, o mais importante é primar pela saúde de todxs. Além disso, entendemos que é fundamental que não nos paralisemos, mas que criemos novas rotinas e mantenhamos as atividades funcionando na medida do possível.

Manteremos as duas atividades que já estavam programadas em seus respectivos dias e horários: a oficina de Estratégias Metodológicas para Entrevistas, com a professora Maria Helena Zamorra (PUC-Rio). e o minicurso A emancipação das coisas, ou: um marxista chega atrasado à crítica da ecologia política, com o Professor Gabriel Tupinambá (UFRJ). Usualmente o LabMet oferece dois minicursos e uma oficina ao longo de cada semestre, entretanto adiaremos o segundo minicurso que ofereceríamos para o próximo semestre, a fim de nos adequarmos melhor à realidade atual sem prescindir das obrigações com a pós-graduação do IRI.

Lembramos que a Oficina de Entrevistas acontecerá já na próxima semana, nos dias 30 de Março e 1 de Abril de 2020, de 19h às 22h.

Esse será um período de adaptações e contamos com o apoio e a compreensão de vocês.

A equipe do LabMet está disponível para eventuais dúvidas ou dificuldades que venham a ter.

Atenciosamente,

Equipe do Laboratório de Metodologia, IRI/PUC-Rio

labmetodologia.iri@gmail.com

https://labmetodologia.com/

 

[Oficina] “Estratégias metodológicas para entrevistas”

Neste semestre de 2020.1, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais, PUC-Rio, promoveu a Oficina “Estratégias Metodológicas para Entrevistas”.  A Oficina foi ministrada pela Professora Dra. Maria Helena Zamora (Departamento de Psicologia da PUC-Rio). A Oficina será oferecida nos dias 30 de Março e 1 de Abril de 2020, de 19h às 22h (6h totais), através da plataforma Zoom.

O primeiro dia da oficina consistiu em uma apresentação sobre a adequação metodológica da técnica de entrevistas e teve enfoque em questões como o quais são os objetivos da entrevista, por que fazer entrevistas e quais são os procedimentos e cuidados a serem tomados na reização de uma entrevista. Nesse esteira refletimos sobre como abordar pessoas, o que considerar durante a abordagem, como observar o comportamento não verbal além de discussões sobre o planejamento, roteiro e pré-teste. No segundo dia Maria Helena apresentou mais detidamente os tipos de entrevistas e seus usos, sobre métodos de transcrição e análise de entrevistas e principalmente sobre questões éticas no uso de entrevistas.

Ementa e bibliografia do curso

Audio dia 01 de Abril de 2020

Maria Helena Zamora é professora no departamento de Psicologia da PUC-Rio. Atua em Psicologia Jurídica, nos temas de direitos humanos da criança e do adolescente, práticas na Educação, desigualdade social, racismo e Psicologia Social Comunitária. É ainda membro da Secretaria Executiva do Comitê Estadual para a Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro (Lei 5778, de 2010) desde 2015; membro do Conselho Consultivo do Instituto de Cidadania e Direitos Humanos, fundado em 2017, em Minas Gerais; e docente nas Pós-graduações Psicologia Hospitalar e da Saúde (disciplina Questões Socioantropológicas da Saúde) e Psicologia Junguiana, Arte e Imaginário. Foi professora convidada da Especialização em Teorias e Práticas Transdisciplinares e Violência: Direito, Educação e Saúde, da FUNEMAC (Fundação Educacional de Macaé – 2007 a 2009), do Curso de Especialização em Segurança Pública, Cultura e Cidadania da UFRJ e Ministério da Justiça (2007 a 2011), Especialização em Psicologia da Saúde da PUC-Rio (2007 a 2011). Participou do Projeto Justiça Juvenil da ABMP (Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude), de 2008 a 2009. Foi consultora do Projeto “Oficinas de Capacitação em Gestão de Risco” da organização Médicos Sem Fronteiras, de 2008 a 2009. Em 2017 passa a ser pesquisadora convidada da linha de pesquisa “Acolhimento e inclusão de jovens em risco do IPCDHS/FCT, Univ. de Coimbra e consultora do Laboratório de Intervenção na Comunidade (LInC). É Vice-coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social (LIPIS, da PUC-Rio) desde 2006; foi colaboradora do Núcleo Interdisciplinar de Memória, Subjetividade e Cultura (NIMESC) da PUC-Rio; pesquisadora associada do Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA) da PUC-Rio, em 2015 e do Núcleo Transdisciplinar Subjetividades, Violências e Processos de Criminalização (TRANSCRIM) da UFF, em 2016

 

[Minicurso] Case studies and process-tracing

Neste semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio promoveu o Minicurso de  Case Studies and Process-Tracing que foi ministrado pelo Professor Dr. Stefano Guzzini ( IRI – Puc-Rio)  nos dias 13,18 e 19 de Novembro de 18h às 21h (9h totais), no auditório do IRI – PUC-Rio.

O objetivo do minicurso consistiu em introduzir os estudandes nas diferentes ocigas de analise comparativa e desenvlver estrategias interpretativas de pesquisa pra analie de estudos de caso. DIante disso, as trÊs sessões foram dividias nas seguintes temáticas: Parte 1: compreendendo estudos de caso qualitativos; Parte 2: Metdologia inetrretativa para um estudo de caso ; Parte 3: abrindo a caixa preta e intrduzindo a temporalidade: process-tracing e mecanismos sociais e causais.

Ementa completa e Bibliografia Indicada

Stefano Guzzini

STEFANO GUZZINI (IRI- PUC Rio)

Professor Guzzini holds a degree from l’Institut d’Études Politiques de Paris, Master’s in Economics from LSE and Ph.D. in Social & Political Sciences from European University Institute. His areas of expertise are: foreign policy analysis (applied: US, German, French foreign policy), Theories of International Relations and International Political Economy (applied: realism and constructivism); Power Analysis.

 

[Oficina] Métodos Participativos com Phoebe Kisubi

No semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio e o Projeto GlobalGRACE promoveram a Oficina de Métodos Participativos/ Participatory Methods.  A Oficina  foi ministrada pela Professora Dra. Phoebe Kisubi (University of Cape Town) nos dias 21 e 22 de Outubro de 18h às 21h (6h totais).

 

Ementa

When research and research methods are historically imbricated in violence and structural marginalization of the ‘other’, contemporary research raises many methodological and ethical challenges. It calls for a troubling the underlying logic of traditional positivist methods, a challenging of who ‘the knower’ is. It calls for placing emphasis on contesting structural grammars along race, class, gender, sexuality, religion and ability/disability as well as representation. Participatory methods – such as participatory action research offers possibilities to challenge these structures, as social justice is heavily embedded in them. In these oficina, we will engage with participatory methods, with examples from both my doctoral research and the current GlobalGRACE project in Cape Town-South Africa I am working on entitled: Participatory theatre and the production of cultures of equality with and by sex workers in South Africa. This will include vignettes from the 1 st public performance beginning of August 2019 of the SW Theatre Group in South Africa.

Phoebe Kisubi Mbasalaki – Lecturer and Researcher – University of Cape Town

Phoebe is a lecturer on the gender studies program at the Africa Gender Institute (AGI) – University of Cape Town.  She is also a post-doctoral research fellow on the GlobalGRACE project (https://www.globalgrace.net) housed at the AGI and the Centre for Theatre, Dance and Performance Studies (CTDPS) – University of Cape Town as well as the NGO – Sex Workers Advocacy and Educational Task Force (SWEAT). She holds a doctorate in Gender, Media and Culture from the Graduate Gender Studies Programme, Utrecht University in the Netherlands. Phoebe was also a lecturer at Utrecht University and taught on the Graduate Gender Studies Programme, feminist theory and feminist research methods. Her research interests are in critical race, gender, class, sexuality, public health as well as  decolonial thought and praxis. Phoebe has also worked in various fields including gender, HIV and public health with agencies such UNDP, UNAIDS and WHO.

[MINICURSO] AFETOS E POLÍTICA: UMA ABORDAGEM TRANSINDIVIDUAL

No semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio promoveu o Minicurso de  Afetos e Política: uma Abordagem Transindividual,  ministrado pelo Professor Dr. Rodrigo Nunes (PUC-Rio),  nos dias 29, 30 e 31 de Outubro de 18h às 21h (9h totais), no auditório do IRI 2.

O professor buscou apresentar como a partir de trabalhos pioneiros de Eve Sedgwick e Brian Massumi no início deste século, há cerca de 15 anos tem-se falado de uma “virada afetiva” nas ciências humanas. Nesse sentido, o curso se propôs a ler esta tendência recente à luz de algumas de suas referências teóricas mais importantes –– sobretudo os trabalhos de Baruch Spinoza no século XVII e de Gilbert Simondon e Gilles Deleuze no século XX –– a fim de responder a pergunta: de que maneira uma teoria dos afetos pode contribuir para pensar a política?

Guiados por esta questão,buscou-se na literatura sobre os afetos recursos pensar algumas das questões centrais da filosofia política (a formação de grupos, os processo de identificação, os mecanismos de reprodução social e ruptura, a psicologia de massas), bem como alguns temas que têm voltado à baila em anos recentes (populismos, fascismos etc.), de modo a verificar a utilidade desta abordagem tanto para a teoria como para um trabalho diagnóstico do presente. Neste percurso, também foi testada  a hipótese de que uma teoria dos afetos nos serve para desenvolver uma abordagem transindividual da política, escapando às aporias tanto do individualismo quanto do holismo.

Você tem acesso as gravações das aulas nos seguintes links

Aula  1- 29 de Outubro de 2019

Aula 2 – 30 de Outubro de 2019

Aula 3 – 31 de Outubro de 2019

RODRIGO NUNES

PhD em Filosofia pela Universidade de Londres. Professor do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) desde 2013.

[MINICURSO] INTRODUÇÃO À ANÁLISE DO DISCURSO CRÍTICA PARA RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Neste semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio convidou xs  alunxs do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais e professores do IRI a participarem do minicurso Introdução à Análise do Discurso Crítica para Relações Internacionais. O Minicurso foi ministrado pelo Professor Dr. Rodrigo Borba (UFRJ) nos dias 17,18 e 19 de Setembro de 18h às 21h (9h totais), no auditório do IRI2.

 No primeiro dia de minicurso o Professor introduziu uma série de conceitos básicos como o que é análise, o que é discurso, apresentou a diferença entre fato e discurso bem como o modelo tridimensional de análise crítica do discurso e como os termos discurso e crítica relacionam-se na prática analítica. Para isso, Rodrigo Borba engajou-se em uma série de exemplos trabalhados em sala de aula que consistiram em discursos textuais e visuais como é possível observar nos slides utilizados.

No segundo dia de atividades (18 de Setembro de 2019),  a partir de exemplos de prática analítica foram trabalhados os conceitos de poder no discurso e atrás do discurso. Além disso, foram discutidas as noções de discurso e hegemonia e ideologia na perspectiva Marxista, Gramisciana, Foucaultinana e por fim da análise crítica do discurso utilizada por Fairclough afim de compreender os modos gerais de operação da ideologia

Por fim, no dia 19, em duplas ou trios, xs alunxs trouxeram textos de fontes diferentes sobre um tema relevante para o campo das Relações Internacionais atualmente. Entre os temas escolhidos giravam em torno do BREXIT, questões Ambientais, “Ideologia de Gênero” e populismo e nacionalismo.

Materiais Utilizados

Slides

Áudio dia 17  de Setembro

Áudio dia 18 de Setembro

Áudio dia 19 de Setembro 

 

 

RODRIGO BORBA

Professor do Departamento de Letras Anglo-Germânicas e do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro  

[MINICURSO]“Ethnography as a generator of encounters and experiences”

Nos dias 22, 23 e 24 Maio de 2019, o Laboratório promoveo o Minicurso “Ethnography as a generator of encounters and experiences” oferecido pelo professor James Turner (Goldsmith’s University). James é pesquisador e gestor de projetos GlobalGRACE (Gênero Global e Culturas de Igualdade), pesquisando arte e construções de gênero decolonial em RI.

Na Academia estamos acostumados a pensar em pesquisa em termos de “produzir dados” e “conhecimento”,  entretanto, mesmo sendo considerações importantes, a visão derivada dessa perspectiva pode obscurecer outras possibilidades e modos de saber. Nesse minicurso pretendeu-se explorar o potencial da etnografia para gerar outros tipos de experiencias e encontros que outros métodos não podem observar para então, considerar as outras formas de conhecimentos que daí emergem.

No primeiro dia, 22 de maio, tivemos uma breve apresenação sobre a história da etnografia com foco na questão da representação e a problematica em torno disso na academia. Posta essa questão, iniciou-se um debate sobre a importancia da reflexividade na pesquisa e a importancia de considerar tanto os aspectos macro estruturais bem como nossas posicionalidades pessoais enquanto pesquisadores. Na segunda metade da sessão, utilizamos o livro do antropologo Tim Ingold (2013) ‘Making: Anthropology, Archaeology, Art and Architecture’ que contribui para repensar a ideia de conhecimento e prática de pesquisa.

No segundo dia, após uma breve orientação na qual foram passadas aos alunos algumas perguntas orientadoras fomos até o Shopping da Gávea para uma “mini-excursão etnografica” durante uma hora.  Finalmente, no último encontro discutimos nossas impressões quanto a experiencia do dia anterior e os diferentes tipos de conhecimento gerados  a partir desse “campo”, finalizando com uma discussão sobre a aplicabilidade desse método em nossos temas de pesquisa.

Os audios referentes aos três encontros podem ser encontrados aqui.

Resultado de imagem para james turner goldsmithsJames TurnerSenior Research Associate and Project Manager for GlobalGRACE (Global Gender and Cultures of Equality)
Research interests: Graffiti and Street Art and Intersectionality in Brazil

 

[OFICINA] O MÉTODO DA CARTOGRAFIA DECOLONIAL

Neste semestre de 2019.1, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio ofereceu aos alunxs a Oficina “O método da Cartografia Decolonial”

A oficina foi ministrada Marcelle Decothé (Asessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco) e Fransérgio Goulart (Militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada).

O primeiro encontro ocorreu no dia 25 de Abril de 2019 no auditório do IRI 2 com a facilitação de Marcellle Decothé que apresentou as contribuições do método da cartografia no contexto das metodologias de pesquisa, em articulação com os estudos da subjetividade, pesquisa-ação e pesquisa-intervenção trazendo a proposta teórico- metodológica de construção de uma “nova” epistemologia periférica, onde a cartografia é utilizada como um método participativo de construção de novas narrativas. 

O segundo encontro foi realizado no dia 26 de Abril de 2019 no CENFOR em Nova Iguaçu e teve como proposta trazer noções, questões e proposições sobre um método que vem sendo associado a construção de um “novo” saber periférico que habita também ao desenvolvimentos de novas práticas do “fazer” pesquisa . Nesse dia,  Fransérgio Goulart e Marcelle Decothé realizaram uma discussão sobre as pistas do método cartográfico: o passo a passo da metodologia, as ferramentas para construir novos mapas, o acompanhamento de processos, a atenção do/a “cartógrafo” para as questões pertinentes ao campo. Nesse sentido, jogaram luz ao ato da pesquisa-ação, revalidando a cartografia como uma metodologia de pesquisa científico-favelado para enfim, incitarem reflexões sobre qual o lugar do pesquisador na pesquisa, sobre o que pesquisamos, para que pesquisamos e para quem pesquisamos.

Marcelle Decothé

Analista em Defesa e Gestão Estratégica Internacional formada pela UFRJ; Mestranda em Políticas Públicas em Direitos Humanos (PPDH/UFRJ). Pesquisadora associada ao ISER (Instituto de Estudos da Religião); Assessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco; Fomentadora do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro, militante de favelas e periferias do Estado do Rio de Janeiro. Cartógrafa periférica, pesquisadora ligada aos temas de raça, segurança pública e direitos humanos.

 

Fransérgio Goulart

Historiador formado pela UERJ; Fomentador do Espaço Pra que e Pra quem Servem as Pesquisas sobre Favelas e do Curso sobre Segurança Pública e Epistemologia Favelada. Consultor da Petrobrás em Elaboração e Gestão de Projetos Sociais; militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada. Especialista em  Cartografias Insurgentes e ou Decolonial e apoiador de Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado como: Mães de Maio – SP, Mães de Manguinhos, Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado na Baixada Fluminense e Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência