[Minicurso] Case studies and process-tracing

Neste semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio convida alunxs do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais e professores do IRI a participarem do minicurso  Case Studies and Process-Tracing. Algumas vagas de número limitado também estão abertas para alunxs de pós-graduação e professores externxs ao IRI. Os minicursos são gratuitos, mas é obrigatória a inscrição pelos formulários abaixo indicados (pendendo confirmação no caso de externxs).

O Minicurso de  Case Studies and Process-Tracing será  ministrado pelo Professor Dr. Stefano Guzzini ( IRI – Puc-Rio). O minicurso será oferecido nos dias 13,18 e 19 de Novembro de 18h às 21h (9h totais), na sala de aula  do IRI.

As vagas externas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas nestes formulários: internxs ao IRI e externxs ao IRI/PUC-Rio (aguardar confirmação).

MINICURSO CASE STUDIES AND PROCESS-TRACING

STEFANO GUZZINI (IRI- PUC Rio)

Professor Guzzini holds a degree from l’Institut d’Études Politiques de Paris, Master’s in Economics from LSE and Ph.D. in Social & Political Sciences from European University Institute. His areas of expertise are: foreign policy analysis (applied: US, German, French foreign policy), Theories of International Relations and International Political Economy (applied: realism and constructivism); Power Analysis.

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Datas: 13, 18 e 19 de Novembro

Horário: 18h às 21h.

Ementa completa e Bibliografia Indicada

NOTAS

O MINICURSO SERÁ MINISTRADO EM INGLÊS E NÃO HAVERÁ TRADUÇÃO SIMULTÂNEA

Os Minicursos, Oficinas e demais atividades promovidas pelo Labmet são destinadas a estudantes de pós graduação.

Tendo em vista o número limitado de vagas, pedimos que avisem sobre qualquer desistência.

Para alunxs do programa, lembramos que são válidas as mesmas regras de presença dos demais cursos do IRI.

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o LabMet: labmetodologia.iri@gmail.com

[MINICURSO] AFETOS E POLÍTICA: UMA ABORDAGEM TRANSINDIVIDUAL

Neste semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio convida alunxs do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais e professores do IRI a participarem do minicurso  Afetos e Política: uma Abordagem Transindividual. Algumas vagas de número limitado também estão abertas para alunxs de pós-graduação e professores externxs ao IRI. Os minicursos são gratuitos, mas é obrigatória a inscrição pelos formulários abaixo indicados (pendendo confirmação no caso de externxs).

O Minicurso de  Afetos e Política: uma Abordagem Transindividual será  ministrado pelo Professor Dr. Rodrigo Nunes (PUC-Rio). O minicurso será oferecido nos dias 29, 30 e 31 de Outubro de 18h às 21h (9h totais), no auditório do IRI 2.

Curso

A partir de trabalhos pioneiros de Eve Sedgwick e Brian Massumi no início deste século, há cerca de 15 anos tem-se falado de uma “virada afetiva” nas ciências humanas. Este curso se propõe a ler esta tendência recente à luz de algumas de suas referências teóricas mais importantes –– sobretudo os trabalhos de Baruch Spinoza no século XVII e de Gilbert Simondon e Gilles Deleuze no século XX –– a fim de responder a pergunta: de que maneira uma teoria dos afetos pode contribuir para pensar a política? Guiados por esta questão, buscaremos na literatura sobre os afetos recursos pensar algumas das questões centrais da filosofia política (a formação de grupos, os processo de identificação, os mecanismos de reprodução social e ruptura, a psicologia de massas), bem como alguns temas que têm voltado à baila em anos recentes (populismos, fascismos etc.), de modo a verificar a utilidade desta abordagem tanto para a teoria como para um trabalho diagnóstico do presente. Neste percurso, também estaremos testando a hipótese de que uma teoria dos afetos nos serve para desenvolver uma abordagem transindividual da política, escapando às aporias tanto do individualismo quanto do holismo.

Datas: 29, 30 e 31 de Outubro

Horário: 18h às 21h.

As vagas externas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas nestes formulários: internxs ao IRI e externxs ao IRI/PUC-Rio (aguardar confirmação).

NOTAS

Tendo em vista o número limitado de vagas, pedimos que avisem sobre qualquer desistência.

Para alunxs do programa, lembramos que são válidas as mesmas regras de presença dos demais cursos do IRI.

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o LabMet: labmetodologia.iri@gmail.com

RODRIGO NUNES

PhD em Filosofia pela Universidade de Londres. Professor do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) desde 2013.

[MINICURSO] INTRODUÇÃO À ANÁLISE DO DISCURSO CRÍTICA PARA RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Neste semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio convidou xs  alunxs do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais e professores do IRI a participarem do minicurso Introdução à Análise do Discurso Crítica para Relações Internacionais. O Minicurso foi ministrado pelo Professor Dr. Rodrigo Borba (UFRJ) nos dias 17,18 e 19 de Setembro de 18h às 21h (9h totais), no auditório do IRI2.

 No primeiro dia de minicurso o Professor introduziu uma série de conceitos básicos como o que é análise, o que é discurso, apresentou a diferença entre fato e discurso bem como o modelo tridimensional de análise crítica do discurso e como os termos discurso e crítica relacionam-se na prática analítica. Para isso, Rodrigo Borba engajou-se em uma série de exemplos trabalhados em sala de aula que consistiram em discursos textuais e visuais como é possível observar nos slides utilizados.

No segundo dia de atividades (18 de Setembro de 2019),  a partir de exemplos de prática analítica foram trabalhados os conceitos de poder no discurso e atrás do discurso. Além disso, foram discutidas as noções de discurso e hegemonia e ideologia na perspectiva Marxista, Gramisciana, Foucaultinana e por fim da análise crítica do discurso utilizada por Fairclough afim de compreender os modos gerais de operação da ideologia

Por fim, no dia 19, em duplas ou trios, xs alunxs trouxeram textos de fontes diferentes sobre um tema relevante para o campo das Relações Internacionais atualmente. Entre os temas escolhidos giravam em torno do BREXIT, questões Ambientais, “Ideologia de Gênero” e populismo e nacionalismo.

Materiais Utilizados

Slides

Áudio dia 17  de Setembro

Áudio dia 18 de Setembro

Áudio dia 19 de Setembro 

 

 

RODRIGO BORBA

Professor do Departamento de Letras Anglo-Germânicas e do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro  

[MINICURSO]“Ethnography as a generator of encounters and experiences”

Nos dias 22, 23 e 24 Maio de 2019, o Laboratório promoveo o Minicurso “Ethnography as a generator of encounters and experiences” oferecido pelo professor James Turner (Goldsmith’s University). James é pesquisador e gestor de projetos GlobalGRACE (Gênero Global e Culturas de Igualdade), pesquisando arte e construções de gênero decolonial em RI.

Na Academia estamos acostumados a pensar em pesquisa em termos de “produzir dados” e “conhecimento”,  entretanto, mesmo sendo considerações importantes, a visão derivada dessa perspectiva pode obscurecer outras possibilidades e modos de saber. Nesse minicurso pretendeu-se explorar o potencial da etnografia para gerar outros tipos de experiencias e encontros que outros métodos não podem observar para então, considerar as outras formas de conhecimentos que daí emergem.

No primeiro dia, 22 de maio, tivemos uma breve apresenação sobre a história da etnografia com foco na questão da representação e a problematica em torno disso na academia. Posta essa questão, iniciou-se um debate sobre a importancia da reflexividade na pesquisa e a importancia de considerar tanto os aspectos macro estruturais bem como nossas posicionalidades pessoais enquanto pesquisadores. Na segunda metade da sessão, utilizamos o livro do antropologo Tim Ingold (2013) ‘Making: Anthropology, Archaeology, Art and Architecture’ que contribui para repensar a ideia de conhecimento e prática de pesquisa.

No segundo dia, após uma breve orientação na qual foram passadas aos alunos algumas perguntas orientadoras fomos até o Shopping da Gávea para uma “mini-excursão etnografica” durante uma hora.  Finalmente, no último encontro discutimos nossas impressões quanto a experiencia do dia anterior e os diferentes tipos de conhecimento gerados  a partir desse “campo”, finalizando com uma discussão sobre a aplicabilidade desse método em nossos temas de pesquisa.

Os audios referentes aos três encontros podem ser encontrados aqui.

Resultado de imagem para james turner goldsmithsJames TurnerSenior Research Associate and Project Manager for GlobalGRACE (Global Gender and Cultures of Equality)
Research interests: Graffiti and Street Art and Intersectionality in Brazil

 

[MINICURSO] O MÉTODO DA CARTOGRAFIA DECOLONIAL

Neste semestre de 2019.1, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio ofereceu aos alunxs a Oficina “O método da Cartografia Decolonial”

A oficina foi ministrada Marcelle Decothé (Asessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco) e Fransérgio Goulart (Militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada).

O primeiro encontro ocorreu no dia 25 de Abril de 2019 no auditório do IRI 2 com a facilitação de Marcellle Decothé que apresentou as contribuições do método da cartografia no contexto das metodologias de pesquisa, em articulação com os estudos da subjetividade, pesquisa-ação e pesquisa-intervenção trazendo a proposta teórico- metodológica de construção de uma “nova” epistemologia periférica, onde a cartografia é utilizada como um método participativo de construção de novas narrativas. 

O segundo encontro foi realizado no dia 26 de Abril de 2019 no CENFOR em Nova Iguaçu e teve como proposta trazer noções, questões e proposições sobre um método que vem sendo associado a construção de um “novo” saber periférico que habita também ao desenvolvimentos de novas práticas do “fazer” pesquisa . Nesse dia,  Fransérgio Goulart e Marcelle Decothé realizaram uma discussão sobre as pistas do método cartográfico: o passo a passo da metodologia, as ferramentas para construir novos mapas, o acompanhamento de processos, a atenção do/a “cartógrafo” para as questões pertinentes ao campo. Nesse sentido, jogaram luz ao ato da pesquisa-ação, revalidando a cartografia como uma metodologia de pesquisa científico-favelado para enfim, incitarem reflexões sobre qual o lugar do pesquisador na pesquisa, sobre o que pesquisamos, para que pesquisamos e para quem pesquisamos.

Marcelle Decothé

Analista em Defesa e Gestão Estratégica Internacional formada pela UFRJ; Mestranda em Políticas Públicas em Direitos Humanos (PPDH/UFRJ). Pesquisadora associada ao ISER (Instituto de Estudos da Religião); Assessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco; Fomentadora do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro, militante de favelas e periferias do Estado do Rio de Janeiro. Cartógrafa periférica, pesquisadora ligada aos temas de raça, segurança pública e direitos humanos.

 

Fransérgio Goulart

Historiador formado pela UERJ; Fomentador do Espaço Pra que e Pra quem Servem as Pesquisas sobre Favelas e do Curso sobre Segurança Pública e Epistemologia Favelada. Consultor da Petrobrás em Elaboração e Gestão de Projetos Sociais; militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada. Especialista em  Cartografias Insurgentes e ou Decolonial e apoiador de Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado como: Mães de Maio – SP, Mães de Manguinhos, Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado na Baixada Fluminense e Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência

 

 

[MINICURSO] Ética em Pesquisa

 O Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio realizou os dois primeiros encontros do Minicurso “Ética em Pesquisa” coordenados pelxs professorxs Antonio Carlos de Oliveira e Ilda Lopes Rodrigues da Silva, ambxs do Departamento de Serviço Social/PUC-Rio.

 Os dois primeiros encontros aconteceram nos dias 4 e  11 de dezembro de 2018 no auditório do IRI 2, à Rua Marquês de São Vicente, 232, Gávea, de14h às 17h. Essas sessões trataram de questões gerais sobre ética na pesquisa em Ciências Sociais e Humanas, além de abordarem especificamente a resolução 510 da PUC-Rio, a criação e o funcionamento do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da PUC-Rio, seus procedimentos e normas, que atualmente se aplicam a todas as pesquisas da universidade. Foram mencionados exemplos de formulários, termos de consentimento e desenho de pesquisa.

A terceira sessão do Minicurso aconteceu no dia 11 de Março de 2019, entre 15h e 18h no auditório do IRI 2. A mesma foi ministrada pelxs pesquisadorxs Manuela Trindade Viana (IRI-PUC-Rio), Renata Summa(IRI-PUC-Rio, e FGV) e Daniel Sebastián Granda (IRI-PUC-Rio), onde ouvimos sobre suas experiências com pesquisa de campo.

Os materiais utilizados nas três sessões bem como as gravações encontram-se disponibilizados abaixo:

Audio Sessão 04.12.2018- Professor Dr.  Antonio Carlos de Oliveira

Audio Sessão 11.0.2019 – Pesquisadoras Manuela Trindade, Renata Summa e Daniel Sebastian Granda Henao.

Apresentação de Slides 04.12.2018 – Professor Dr. Antonio Carlos de Oliveira

Apresentação de Slides 11.03.2019- Professora Dra. Manuela Trindade Viana


Antonio Carlos Oliveira

Possui graduação em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1987), mestrado em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1999) e doutorado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2011). Atualmente é professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e líder do Grupo de Pesquisa do CNPq “Famílias, Violência e Políticas Públicas”. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Jurídica, atuando principalmente nos seguintes temas: famílias, cuidados, políticas públicas, violência intrafamiliar e abuso sexual.


Daniel Sebastian Granda Henao.

Candidato a doutor em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, sua tese de doutorado trabalha com a perspectiva de uma etnografia multisituada, desde a pesquisa ativa e engajada junto com as comunidades indígenas em resistência em Chiapas sobre o assunto da guerra e da autonomia como forma de compreender uma forma de decolonização da vida política e a ‘segurança’. É Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Formado em Ciência Política pela Universidad Nacional de Colombia- sede Medellín. Interessado em temas relacionados aos Estudos Decoloniais, Estudos de gênero e sexualidade, Política Internacional Latino-Americana, Segurança Internacional e Metodologias e Métodos de pesquisa nas ciências sociais.


Ilda Lopes Rodrigues da Silva

Possui Graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1964) e Mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1976). É Livre-Docente em Serviço Social pela Universidade Gama Filho (1994). Atualmente é professora associada do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com atuação na Graduação e Pós-Graduação. Coordenadora do Grupo de Estudos “Diálogos com Hannah Arendt: Espaço Público e Política” no Departamento de Serviço Social da PUC-Rio. Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em família, criança, adolescente, idoso e área de saúde. Desenvolve pesquisas, principalmente nos seguintes temas: violência doméstica, direitos da criança e do adolescente, direitos da mulher, direitos do idoso, serviço social e família. Estuda ética em pesquisa e filosofia política.


Manuela Trindade Viana

Professora do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI PUC-Rio), instituição em que também ocupa a posição de Coordenadora do curso de Graduação em Relações Internacionais. Doutora em Política Internacional pelo IRI PUC-Rio e Mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (DCP-USP). É pesquisadora-colaboradora do Global South Unit for Mediation (GSUM); Research Fellow do Centre for Military Studies (CEMIS), Faculty of Military Science, Stellenbosch University. Suas áreas de interesse incluem: profissionalização de policiais e militares e dinâmicas de multiplicação/transformação das fronteiras entre guerra e crime na política (internacional) contemporânea.


Renata Summa                                                                                                                            É doutora em Relações Internacionais pela PUC-Rio (com estágio doutoral na Open University, UK), mestre em Relações Internacionais pela Sciences-Po Paris e bacharel em Jornalismo pela Universidade de São Paulo. É professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, e coordenadora adjunta da graduação no mesmo instituto. Foi pesquisadora visitante (2018) do Centro de Estudos do Sudeste Europeu em Graz, na Áustria. Autora de “Boundaries, Borders and Post Conflict Societies”, Palgrave, 2019.

 

[Minicurso] Complexidade e Cotidiano: Práticas de Escrita, Hábitos de Leitura 2018.1

O Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio realizou o  minicurso Complexidade e Cotidiano: Práticas de Escrita, Hábitos de Leitura, com o professor Gustavo Naves Franco (UNIRIO) nos dias 16, 23 e 29 de março de 2018 na biblioteca do BRICs Policy Center.

O curso oferecereu uma discussão teórica e uma abordagem prática de problemas relacionados à escrita e à leitura na atividade acadêmica. Serão debatidas as condições e demandas que uma concepção moderna do conhecimento científico impõe ao trabalho de pesquisa, gerando dificuldades muitas vezes negligenciadas para as práticas de escrita e
hábitos de leitura de estudantes e pesquisadores. Comparativamente, noções alternativas de conhecimento científico serão analisadas em seu potencial de conferir à escrita e à leitura um papel terapêutico – ou seja, menos voltado para a obtenção de resultados infinitamente progressivos, e mais adequado à preservação do dinamismo vital, ao
estímulo das capacidades cognitivas e ao cultivo da sensibilidade e da criatividade dos indivíduos. Com isso, devem ser pensados métodos e técnicas capazes de fazer com que a escrita e a leitura ocupem este papel na vida cotidiana dos alunos, considerando também aspectos contextuais de sua experiência imediata, como a percepção do tempo, do espaço urbano e da circulação de informações nos meios de comunicação interconectados. A práticas de escrita e os hábitos de leitura podem então ser pensados em consonância com a posição dos indivíduos em meio às redes de complexidade nas quais se situam
cotidianamente. Trata-se de dar atenção às condições materiais, ambientais e interpessoais da escrita e da leitura na atividade acadêmica, de modo a pensá-las não apenas como meios e/ou obstáculos para a produção e divulgação do conhecimento científico, mas também como componentes centrais do processo de investigação e diálogo acadêmico. Componentes que, por um lado, requerem cuidados particulares para que suas demandas não se transformem em motivos de ansiedade, e por outro podem oferecer eles próprios alguns exercícios e cuidados necessários à saúde e à vitalidade de estudantes e
pesquisadores.

       Os aúdios das aulas estão disponíveis pelos seguintes links:

Aula 01 (16 março): aqui.

Aula 02 (23 março): aqui.

Aula 03 (29 março): aqui.


Gustavo Naves Franco é Professor Adjunto do Departamento de Letras da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Diretor da Escola de Letras da UNIRIO (quadriênio 2016-2020). Ele é mestre e doutor em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e bacharel em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desenvolve pesquisas e tem artigos e ensaios publicados nas áreas de Literatura Comparada, História Literária, Teoria da História e História da Escrita e da Leitura.