[MINICURSO] Ética em Pesquisa

 O Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio realizou os dois primeiros encontros do Minicurso “Ética em Pesquisa” coordenados pelxs professorxs Antonio Carlos de Oliveira e Ilda Lopes Rodrigues da Silva, ambxs do Departamento de Serviço Social/PUC-Rio.

 Os dois primeiros encontros aconteceram nos dias 4 e  11 de dezembro de 2018 no auditório do IRI 2, à Rua Marquês de São Vicente, 232, Gávea, de14h às 17h. Essas sessões trataram de questões gerais sobre ética na pesquisa em Ciências Sociais e Humanas, além de abordarem especificamente a resolução 510 da PUC-Rio, a criação e o funcionamento do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da PUC-Rio, seus procedimentos e normas, que atualmente se aplicam a todas as pesquisas da universidade. Foram mencionados exemplos de formulários, termos de consentimento e desenho de pesquisa.

A terceira sessão do Minicurso aconteceu no dia 11 de Março de 2019, entre 15h e 18h no auditório do IRI 2. A mesma foi ministrada pelxs pesquisadorxs Manuela Trindade Viana (IRI-PUC-Rio), Renata Summa(IRI-PUC-Rio, e FGV) e Daniel Sebastián Granda (IRI-PUC-Rio), onde ouvimos sobre suas experiências com pesquisa de campo.

Os materiais utilizados nas três sessões bem como as gravações encontram-se disponibilizados abaixo:

Audio Sessão 04.12.2018- Professor Dr.  Antonio Carlos de Oliveira

Audio Sessão 11.0.2019 – Pesquisadoras Manuela Trindade, Renata Summa e Daniel Sebastian Granda Henao.

Apresentação de Slides 04.12.2018 – Professor Dr. Antonio Carlos de Oliveira

Apresentação de Slides 11.03.2019- Professora Dra. Manuela Trindade Viana


Antonio Carlos Oliveira

Possui graduação em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1987), mestrado em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1999) e doutorado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2011). Atualmente é professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e líder do Grupo de Pesquisa do CNPq “Famílias, Violência e Políticas Públicas”. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Jurídica, atuando principalmente nos seguintes temas: famílias, cuidados, políticas públicas, violência intrafamiliar e abuso sexual.


Daniel Sebastian Granda Henao.

Candidato a doutor em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, sua tese de doutorado trabalha com a perspectiva de uma etnografia multisituada, desde a pesquisa ativa e engajada junto com as comunidades indígenas em resistência em Chiapas sobre o assunto da guerra e da autonomia como forma de compreender uma forma de decolonização da vida política e a ‘segurança’. É Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Formado em Ciência Política pela Universidad Nacional de Colombia- sede Medellín. Interessado em temas relacionados aos Estudos Decoloniais, Estudos de gênero e sexualidade, Política Internacional Latino-Americana, Segurança Internacional e Metodologias e Métodos de pesquisa nas ciências sociais.


Ilda Lopes Rodrigues da Silva

Possui Graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1964) e Mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1976). É Livre-Docente em Serviço Social pela Universidade Gama Filho (1994). Atualmente é professora associada do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com atuação na Graduação e Pós-Graduação. Coordenadora do Grupo de Estudos “Diálogos com Hannah Arendt: Espaço Público e Política” no Departamento de Serviço Social da PUC-Rio. Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em família, criança, adolescente, idoso e área de saúde. Desenvolve pesquisas, principalmente nos seguintes temas: violência doméstica, direitos da criança e do adolescente, direitos da mulher, direitos do idoso, serviço social e família. Estuda ética em pesquisa e filosofia política.


Manuela Trindade Viana

Professora do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI PUC-Rio), instituição em que também ocupa a posição de Coordenadora do curso de Graduação em Relações Internacionais. Doutora em Política Internacional pelo IRI PUC-Rio e Mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (DCP-USP). É pesquisadora-colaboradora do Global South Unit for Mediation (GSUM); Research Fellow do Centre for Military Studies (CEMIS), Faculty of Military Science, Stellenbosch University. Suas áreas de interesse incluem: profissionalização de policiais e militares e dinâmicas de multiplicação/transformação das fronteiras entre guerra e crime na política (internacional) contemporânea.


Renata Summa                                                                                                                            É doutora em Relações Internacionais pela PUC-Rio (com estágio doutoral na Open University, UK), mestre em Relações Internacionais pela Sciences-Po Paris e bacharel em Jornalismo pela Universidade de São Paulo. É professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, e coordenadora adjunta da graduação no mesmo instituto. Foi pesquisadora visitante (2018) do Centro de Estudos do Sudeste Europeu em Graz, na Áustria. Autora de “Boundaries, Borders and Post Conflict Societies”, Palgrave, 2019.

 

[Minicurso] Complexidade e Cotidiano: Práticas de Escrita, Hábitos de Leitura 2018.1

O Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio realizou o  minicurso Complexidade e Cotidiano: Práticas de Escrita, Hábitos de Leitura, com o professor Gustavo Naves Franco (UNIRIO) nos dias 16, 23 e 29 de março de 2018 na biblioteca do BRICs Policy Center.

O curso oferecereu uma discussão teórica e uma abordagem prática de problemas relacionados à escrita e à leitura na atividade acadêmica. Serão debatidas as condições e demandas que uma concepção moderna do conhecimento científico impõe ao trabalho de pesquisa, gerando dificuldades muitas vezes negligenciadas para as práticas de escrita e
hábitos de leitura de estudantes e pesquisadores. Comparativamente, noções alternativas de conhecimento científico serão analisadas em seu potencial de conferir à escrita e à leitura um papel terapêutico – ou seja, menos voltado para a obtenção de resultados infinitamente progressivos, e mais adequado à preservação do dinamismo vital, ao
estímulo das capacidades cognitivas e ao cultivo da sensibilidade e da criatividade dos indivíduos. Com isso, devem ser pensados métodos e técnicas capazes de fazer com que a escrita e a leitura ocupem este papel na vida cotidiana dos alunos, considerando também aspectos contextuais de sua experiência imediata, como a percepção do tempo, do espaço urbano e da circulação de informações nos meios de comunicação interconectados. A práticas de escrita e os hábitos de leitura podem então ser pensados em consonância com a posição dos indivíduos em meio às redes de complexidade nas quais se situam
cotidianamente. Trata-se de dar atenção às condições materiais, ambientais e interpessoais da escrita e da leitura na atividade acadêmica, de modo a pensá-las não apenas como meios e/ou obstáculos para a produção e divulgação do conhecimento científico, mas também como componentes centrais do processo de investigação e diálogo acadêmico. Componentes que, por um lado, requerem cuidados particulares para que suas demandas não se transformem em motivos de ansiedade, e por outro podem oferecer eles próprios alguns exercícios e cuidados necessários à saúde e à vitalidade de estudantes e
pesquisadores.

       Os aúdios das aulas estão disponíveis pelos seguintes links:

Aula 01 (16 março): aqui.

Aula 02 (23 março): aqui.

Aula 03 (29 março): aqui.


Gustavo Naves Franco é Professor Adjunto do Departamento de Letras da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Diretor da Escola de Letras da UNIRIO (quadriênio 2016-2020). Ele é mestre e doutor em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e bacharel em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desenvolve pesquisas e tem artigos e ensaios publicados nas áreas de Literatura Comparada, História Literária, Teoria da História e História da Escrita e da Leitura.

[Minicurso] The Practical Turn and World Politics 2017.2

 

Entre os dias 11 e 13 de dezembro de 2017, o Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio ofereceu o segundo minicurso semestral ministrado pelo professor Jonathan Luke Austin do Graduate Institute of Geneva (Suíça) no BRICs Policy Center.

Atualmente, Jonathan Austin realiza seu Pós-Doutorado no Centre on Conflict, Development and Peacebuilding do Graduate Institute. Ele possui experiência nas áreas de Teoria Social e Filosofia, com tema de pesquisa que explora as ontologias globais de violência política. Além disso, Jonathan tem mais de uma décade de pesquisa de campo no Oriente Médio (Síria, Líbano, Iraque, Palestina, Jordânia, Turquia) e trabalhos publicados em revistas internacionais tais como European Journal of International Relations, Review of International Studies, International Political Sociology, dentre outras.

Nesse minicurso específico, Jonathan Austin abordou práticas do cotidiano imaginando seu impacto no mundo social. Austin parte da prerrogativa de análise no qual considera aportes teóricos e empíricos a partir de abordagens da práticas da teora social. Essa metodologia tem informado gradativamente o campo das Relações Internacionais, especialmente no que tange à Sociologia Política Internacional (IPS).

O curso foi dividido em três seções, cada uma explorando uma teoria diferente da escola de prática e seu uso no IR, bem como estudos de caso empíricos concretos de como essas abordagens lançam luz sobre a política mundial. A primeira seção explora práticas de violência, incluindo tortura, execuções extrajudiciais e alvos de civis em guerra e conflito. Esses fenômenos são explorados através de abordagens de prática pragmatista (Bruno Latour, Harold Garfinkel e Luc Boltanski). A segunda abordagem explora práticas de resistência na política mundial, incluindo tipos de movimentos de protesto, movimentos contraculturais “subterrâneos” e além. Explora essas práticas através de sociologias de prática “críticas” (Pierre Bourdieu, mais proeminente, mas também Loïc Wacquant e Marcel Mauss). A terceira seção explora as práticas de estratificação na política mundial, incluindo o desenvolvimento de binários pós-coloniais de núcleo-periferia, a estratificação socioeconômica dos estados e a representação desigual dentro das Organizações Internacionais. Esses tópicos finais de interesse são descompactados através de abordagens simbólicas interacionistas e dramatúrgicas para estudar a prática (Goffman, Mead, Blumer).

Para maiores informações, acesse o programa do curso: austin_puc_practice

Para acessar o conteúdo das aulas, os aúdios estão disponibilizados a seguir: http://drive.google.com/open?id=1sJI9mCQ_cf7DRjKclmY2-T-ajqrOG5Di

 

[Minicurso] Genre Foreign Bodies and Ethics of Cohabitation 2017.2

O minicurso intitulado “Genre Foreign Bodies and the Ethics of Cohabitation” foi ministrado pelo professor e pesquisador Sam Okoth Opondo (Vassar College) e aconteceu nos dias 9 e 11 de outubro no auditório do Centro de Estudos e Pesquisas do BRICS Policy Center.

Sam Okoth Opondo é Professor Assistente de Ciência Política e Estudos Africanos no Vassar College NY (EUA). A pesquisa e ensino dele focam nas dinâmicas de “mediação do estranhamento”, diplomacias amadoras da vida cotidiana, humanitarismo, estética, e a ética da coabitação nas cidades pós-coloniais do continente africano.

Ao justapor diferentes gêneros de expressão, e por meio da atenção cuidadosa às políticas da estética, as sessões se baseiam no entendimento do que Cesare Casarino chama philopoesis.  O minicurso explorou como a experimentação da vida coloca os corpos vulneráveis em uma rede de superfluidez, transformando-as em trabalho experiencial ou bio-material (corações, rins, córneas) a serem consumidos e destruídos como parte dos aparatos de sustentação da vida e administração da vida.

Finalmente, por meio de leituras de cartas fictícias e não-fictícias, explorou-se também o carácter intimo que as cartas, assim como as palavras e os mundos que elas expressam, disturbam, ou autorizam. Com as cartas e as colaborações atuando como desvios metodológicos, esboça-se a ética do encontro, a coabitação e a citação que acompanha nossa leitura das cartas e os estilos de escrita e vida que elas instigam.

Cada sessão incluiu textos teóricos e/ou ficcionais trazidos em conjunto com fragmentos que os citam, para-citam, e “parasitam” , a fim de chamar a atenção aos limites da política do gênero literário, a experimentação com diferentes formas de escrita e a ética da coabitação.

Para acessar o conteúdo do minicurso, segue o programa: Opondo PARACITATIONS Genres Foreign Bodies and Ethics of Cohabitation Rio

Para acessar os áudios do minicurso, acesse aqui.

[Minicurso] Minicursos em Metodologia 2017.1

O Laboratorio de Metodologia realizou entre os dias 12-14 e 19-21 de junho de 2017 os minicursos em Abordagens Feministas Interseccionais e “Language, (In)Security and Everyday Practices“.
A seguir podem encontrar um resumo das atividades e os áudios dos minicursos.

 

Minicurso 1: Abordagens feministas interseccionais
com a professora María Elvira Díaz Benítez (Museu Nacional – UFRJ)
Datas: 12, 13 e 14 de junho de 2017
Horário: 8h às 11h

No Minicurso, a profa. Maria Elvira abordou a questão das críticas dos feminismos negros e das teorizações sobre a diferença, da materialidade do sexo como poder produtivo de corpos inteligíveis, e da construção de subjetividades por meio do colonialismo na contemporaneidade.
Durante os três dias de minicurso foram mencionadas autoras como Sonia Giacomini, Adriana Picitelli, Judith Butler, Anne McClintock, Gloria Anzaldúa, Saba Mahmood, Chandra Mohanty, Patricia Hill Collins e Angela Davies, entre outras. Delas, a profa. Maria Elvira comentou os trabalhos e indicou pistas metodológicas das autoras, assim como suas influências e impactos nas pesquisas em ciências sociais.

Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.


Minicurso 2: Language, (In)security and Everyday Practice
com a professora Emma Mc Cluskey (King’s College London)
Datas: 19, 20 e 21 de junho
Horário: 8h às 11h

Neste minicurso os presentes tiveram a oportunidade de conhecer melhor sobre os Estudos Críticos de Segurança (CSS) e das metodologias dos CSS; especialmente da escola PARIS (Political Anthropological Research on International Sociology). Foram discutidas as abordagens etnográficas, narrativas, socio-linguísticas, da vida cotidiana, e da governamentalidade, dentro da pesquisa empírica e da crítica pós-estrutural nos CSS.

Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.

[Minicursos] Atividades para 2017.1

O Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio convida aos alunxs do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais e professores do IRI a participarem dos minicursos temáticos de metodologias em Relações Internacionais do semestre 2017.1. Algumas vagas de número limitado também estão abertas para alunxs e professores de RI de outras universidades. Os minicursos são gratuitos.

Os minicursos acontecerão às segundas, terças e quartas nas semanas de 12 e 19 de junho, no auditório do Centro de Estudos e Pesquisas do BRICS, à Rua Mariana, 63, Botafogo, das 8h às 11h. A carga horária total de cada curso será, portanto, de 9 horas.

Os cursos serão ministrados por professoras convidadas, especialistas em cada área em questão. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas nestes formulários:
http://bit.ly/2pxyChW (interno ao IRI/PUC-Rio) e
http://bit.ly/2q6Bmju (externo ao IRI/PUC-Rio).

As inscrições estarão abertas enquanto houver vagas. Em breve, o programa final de cada curso e uma pasta de leituras serão enviados a cada pessoa inscrita.

NOTAS:
1) Espera-se que xs participantes realizem as leituras dos cursos.
2) Tendo em vista o número limitado de vagas, pedimos que avisem sobre qualquer desistência.

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o Laboratório: labmetodologia.iri@gmail.com.

Minicurso 1: Abordagens feministas interseccionais
com a professora María Elvira Diaz Benitez (Museu Nacional – UFRJ)
Datas: 12, 13 e 14 de junho de 2017
Horário: 8h às 11h

Este curso tem por interesse discutir os diversos modos como classe, raça, etnicidade, gênero e sexualidade atuam de forma articulada na conformação de diferenças, posições de sujeito e desigualdade ou privilégio social. As ideias presentes nesse modelo, mais conhecido hoje como interseccionalidade (batizado assim por Kimberlé Williams Crenshaw) não são novas e obedecem a diferentes linhas de pensamento: os estudos subalternos, o feminismo pós-colonial, o black feminism, o feminismo mestiço e o feminismo descolonial.
Por tal, este curso pretende acompanhar as origens, desenvolvimentos e debates dessa linha de pensamento que se configura como um marco analítico/teórico, metodológico e, simultaneamente, político.
Se acreditarmos nas palavras da antropóloga Mara Viveros, isto é, que sexismo, racismo, classismo e heterossexismo possuem alguns dispositivos comuns de funcionamento (a naturalização, a racialização do outro e o uso da dupla natureza/cultura), nossa proposta é examinar como essas características sociais se constroem e afetam mutuamente nas experiências além de perceber que corpos são aqueles que se produzem na articulação das diferenças. Mas, também é importante sofisticar as ferramentas metodológicas para ponderar que interseccionalidade entre gênero, raça, classe e sexualidade não se traduz
automaticamente em somatória de ordens de dominação ou em duplas (ou triplas ou quádruplas) desigualdades de modo per se. Melhor, estaríamos fazendo alusão a diversos modos de relação que em cada caso e a cada pesquisa precisam ser especificados e até mesmo separados de modo contingente.
Interessa-nos também discutir: como construir políticas abrangentes da diversidade de marcadores sociais da diferença?


María Elvira Diaz Benitez possui graduação em Antropologia - Universidad Nacional de Colombia (1998), mestrado (2005) e doutorado (2009) em Antropologia Social - Museu Nacional/UFRJ. Entre 2010 e 2013 realizou pós-doutorado no Núcleo de Estudos de Gênero PAGU, da Universidade Estadual de Campinas com bolsa FAPESP. Tem experiência na área de antropologia urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: relações étnico raciais, articulações de raça, classe e gênero, pornografia e sexualidades dissidentes. Autora do livro "Nas Redes do sexo: os bastidores do pornô brasileiro" (Zahar, 2010) e co-organizadora do Dossiê Pornôs (Cadernos Pagu, 2012). Atualmente é professora adjunta no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS/MN/UFRJ), co-coordenadora do NuSEX (Núcleo de Estudos em Corpos, Gêneros e Sexualidade) da mesma instituição e diretora da Coleção Kalela de Antropologia da Papéis Selvagens Edições (www.papeisselvagens.com).

Minicurso 2: Language, (In)security and Everyday Practice
com a professora Emma Mc Cluskey (King’s College London)
Datas: 19, 20 e 21 de junho
Horário: 8h às 11h

This course brings robust perspectives on language and situated practice into the study of International Relations and Security Studies by introducing key methods and approaches from Linguistic Ethnography. The course would be taught by a mixture of empirical data sessions, analysed using sociolinguistic lenses such as micro-discourse analysis and interpretative repertoires, as well as through juxtaposing texts and articles from IR and Sociolinguistics and examining how they can enter into dialogue with each other. The course is designed for students interested in the everyday dimensions of phenomena such as surveillance, migration, borders and states of exception- who are interested in more rigorous ways to ground their analysis of quotidian practices.



* As aulas deste minicurso serão ministradas em inglês, sem tradução.


Emma Mc Cluskey é pós-doutoranda, pesquisadora associada e teaching fellow no Departamento de Estudos de Guerra, na King’s College London. Seus interesses de pesquisa incluem refugiados e migrantes na União Europeia, abordagens etnográficas aos Estudos Críticos de Segurança, relacionamento entre hospitalidade e segurança e a reformulação da Sociologia Política Internacional por linhas mais antropológicas. Atualmente, trabalha com um projeto com financiamento FP7 sobre o conceito de “Segurança Societária” na Europa.

[Minicursos] Minicursos em Metodologia 2016.2

O Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio, seguindo projeto iniciado no último semestre, convida as alunas e os alunos dos Programas de Pós-Graduação em Relações Internacionais e áreas afins a participarem dos minicursos temáticos de metodologias em Relações Internacionais do semestre 2016.2.
Os minicursos acontecerão às terças e quintas entre 06 e 15 de dezembro, no auditório do IRI 2. A carga horária total de cada curso será de 9 horas. Os cursos serão ministrados por professores/as convidados/as, especialistas em cada área em questão.
Minicurso em Teoria Ator-Rede: pistas metodológicas, com a professora Fernanda Bruno (ECO-UFRJ)
Datas: 05 e 06 de dezembro
Horário: 9h às 13:30
Resumo: A partir de uma introdução aos conceitos fundamentais da teoria ator-rede, o curso explora pistas metodológicas para a pesquisa em ciências humanas e sociais. Tais pistas são mobilizadas pelas seguintes questões:
  • Como observar e analisar objetos de pesquisa “em ação”?
  • Como identificar e descrever os atores (actantes) e suas associações em uma
  • determinada rede?
  • Como seguir os rastros dos atores e como fazê-los falar?
  • Como escapar da oposição entre o feito e o fato?
  • Como exercitar a perspectiva oligóptica no trabalho de campo?

Para maiores informações, os aúdios das aulas podem ser acessados aqui.


Fernanda Bruno é professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ, mesma instituição onde concluiu seu doutorado em 2001. É pós-doutora pela Sciences Po (Paris), onde atuou como pesquisadora visitante de 2010 a 2011. Seus principais temas de produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: tecnologia, subjetividade, corpo, tecnologias de comunicação, cognição, vigilância e visibilidade.

Minicurso em Process-tracing: metodologia e limites do pluralismo epistemológico, com o professor Leonardo Ramos (PUC-Minas)
Datas: 13 e 15 de dezembro
Horário: 9h às 13:30
Resumo: “This argument is too structural. It’s under-determined and based on unrealistic assumptions. Moreover, it tells us little about how the world really works” (Checkel, 2008, p. 114).
Considerações desta natureza chamam a atenção para a necessidade de se levar em consideração, na pesquisa científica, os processos – o que significa dar atenção para os mecanismos causais relacionados aos fenômenos que se quer estudar. Neste processo, uma metodologia relevante é o process tracing, que é mobilizado tanto por positivistas quanto por construtivistas em suas estratégias de pesquisa. Assim, o objetivo do curso é apresentar aos alunos a metodologia do process tracing e suas contribuições para a produção de conhecimento científico. Neste sentido, será feita uma discussão acerca das questões epistemológicas em torno desta ferramenta, uma apresentação dos principais elementos de tal metodologia e alguns exemplos práticos relacionados à mesma.
Para maiores informações, os áudios das aulas podem ser acessados aqui.

Leonardo Ramos Possui graduação em Relações Internacionais pela PUC-Minas, mestrado em Relações Internacionais pela PUC-Rio e doutorado em Relações Internacionais pela PUC-Rio. Atualmente é professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-Minas. Lidera, junto com o professor Javier Vadell, o Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias (GPPM). É coordenador da área temática de Economia Política Internacional- ABRI (2015-2016). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Relações Internacionais e Economia Política Internacional, atuando principalmente nos seguintes temas: Teoria de Relações Internacionais, Gramsci, Hegemonia, Globalização, G8 e G20.

[Minicurso] Etnografia 2016.1

Entre os dias 22 e 23 de junho, o Laboratório de Metodologia ofereceu o último minicurso do primeiro semestre de 2016, sobre Etnografia, com o professor Guilherme Sá. Assim como os anteriores, este curso também contou com três sessões, nas quais buscou-se apresentar um panorama mais amplo da Etnografia e por fim relacioná-la com o campo de Relações Internacionais.
Inicialmente foi apresentado um quadro geral, com contexto   histórico   e   teórico   do aparecimento das primeiras etnografias, seguido de uma visão sobre a multitude de temas possíveis de serem abordados pela Etnografia (sendo a bibliografia da segunda sessão composta essencialmente de etnografias que tocam os diversas questões e grupos sociais). Por fim, foram discutidas as principais críticas dirigidas à etnografia como um gênero literário e como produto derivado de um método científico, bem como a questão social e política da produção de saberes; além disso, foram trazidos temas mais atuais trabalhados pela Etnografia, as tendências mais recentes desta metodologia e as possibilidades de relação desta com as Relações Internacionais.
Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.

Guilherme José da Silva e Sá é professor do Departamento de Antropologia da UnB, mestre e doutor em Antropologia Social pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social / Museu Nacional da UFRJ. Atualmente atua nas linhas de pesquisa em: Antropologia da Ciência e da Tecnologia, Relações entre Naturezas e Culturas, Relações entre Humanos e Não-Humanos, História da Antropologia no Brasil.

[Minicurso] Pensamento da Desconstrução

O Minicurso de Pensamento da Desconstrução, ministrado pela professora Carla  Rodrigues entre os dias 15 e 17 de junho de 2016, teve como objetivo fazer uma introdução ao pensamento da desconstrução do filósofo franco-argelino Jacques Derrida.

O curso apresentou, inicialmente, a trajetória de Derrida, e a influência que os eventos históricos e de sua vida tiveram em sua obra. A seguir, as principais influências do autor – Heidegger, Freud, Husserl, Nietzsche –, sua busca por tornar-se um “filósofo francês” e o problema da linguagem e seus desdobramentos. Por fim, buscou-se analisar questões políticas históricas e atuais e a dimensão do gênero à luz dos aspectos teóricos e conceituais discutidos nos dois dias anteriores. Dessa forma, o curso, guiado por textos do próprio Derrida e de alguns de seus/suas leitores/as brasileiros/as, apresentou os elementos fundamentais do complexo pensamento derridiano, bem como mostrou como os estudos do filósofo podem auxiliar estudantes de Relações Internacionais a pensar sua realidade.

Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.

 


Carla Rodrigues é professora do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRJ, especializada em ética. É mestre e doutora em Filosofia pela PUC-Rio. Atualmente desenvolve sua pesquisa na filosofia de Jacques Derrida em conjunção com o pensamento de Judith Butler. É autora, entre outros, de "Duas palavras para o feminino - hospitalidade e responsabilidade - sobre ética e política em Jacques Derrida" (NAU/Faperj, 2013) e "Coreografias do feminino" (Editora Mulheres, 2009).

[Minicurso] Discursos e Discursividades em Relações Internacionais 2016.1

Entre os dias 08 a 10 de junho aconteceu o Minicurso ‘Discursos e Discursividades nas Relações Internacionais: indicações metodológicas’ – o primeiro da série de três que o Laboratório de Metodologia está oferecendo neste semestre. O objetivo do minicurso era apresentar aos e às estudantes os elementos centrais da Análise do Discurso, da semiótica e da relação poder/saber/verdade em Michel Foucault, a fim de indicar como essas perspectivas teórico-metodológicas têm sido incorporadas no estudo das Relações Internacionais.
O minicurso foi ministrado pelos professores Thiago Rodrigues (INEST/UFF) e Marco Kalil Filho (INJC/UFRJ), que ao longo das três sessões abordaram as noções introdutórias ao campo da Análise e das Teorias do Discurso, os conceitos de Agonismo e Veridicção em Michel Foucault, e dos Discursos e a disciplina das Relações Internacionais.
Este evento teve como público alunos e alunas da disciplina de Metodologia nas Relações Internacionais do programa de pós-graduação do IRI/PUC-Rio.
Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.

 


Thiago Rodrigues é professor no Departamento de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense (UFF). É Coordenador do projeto “Narcotráfico e militarização no entorno estratégico nacional: lições para o Brasil”, financiado pelo Ministério da Defesa (Instituto Pandiá Calógeras) e CNPq. Atua principalmente os seguintes temas: narcotráfico, teoria das relações internacionais, novos conflitos internacionais, segurança internacional, relações internacionais da América Latina. Mestre e Doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP.
Marco Kalil Filho é professor substituto do Instituto de Nutrição Josué Castro (INCJ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutorando em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui experiência nas áreas de Direitos Humanos, Direito Penal, Direito Constitucional, Criminologia, Estudos da Linguagem. Linguística, Semiótica, Comunicação Social, Mídia e Tecnologia, Política Interna e Política Externa.