[Oficina] “Estratégias metodológicas para entrevistas”

Neste semestre de 2020.1, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais, PUC-Rio, promoveu a Oficina “Estratégias Metodológicas para Entrevistas”.  A Oficina foi ministrada pela Professora Dra. Maria Helena Zamora (Departamento de Psicologia da PUC-Rio). A Oficina será oferecida nos dias 30 de Março e 1 de Abril de 2020, de 19h às 22h (6h totais), através da plataforma Zoom.

O primeiro dia da oficina consistiu em uma apresentação sobre a adequação metodológica da técnica de entrevistas e teve enfoque em questões como o quais são os objetivos da entrevista, por que fazer entrevistas e quais são os procedimentos e cuidados a serem tomados na reização de uma entrevista. Nesse esteira refletimos sobre como abordar pessoas, o que considerar durante a abordagem, como observar o comportamento não verbal além de discussões sobre o planejamento, roteiro e pré-teste. No segundo dia Maria Helena apresentou mais detidamente os tipos de entrevistas e seus usos, sobre métodos de transcrição e análise de entrevistas e principalmente sobre questões éticas no uso de entrevistas.

Ementa e bibliografia do curso

Audio dia 01 de Abril de 2020

Maria Helena Zamora é professora no departamento de Psicologia da PUC-Rio. Atua em Psicologia Jurídica, nos temas de direitos humanos da criança e do adolescente, práticas na Educação, desigualdade social, racismo e Psicologia Social Comunitária. É ainda membro da Secretaria Executiva do Comitê Estadual para a Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro (Lei 5778, de 2010) desde 2015; membro do Conselho Consultivo do Instituto de Cidadania e Direitos Humanos, fundado em 2017, em Minas Gerais; e docente nas Pós-graduações Psicologia Hospitalar e da Saúde (disciplina Questões Socioantropológicas da Saúde) e Psicologia Junguiana, Arte e Imaginário. Foi professora convidada da Especialização em Teorias e Práticas Transdisciplinares e Violência: Direito, Educação e Saúde, da FUNEMAC (Fundação Educacional de Macaé – 2007 a 2009), do Curso de Especialização em Segurança Pública, Cultura e Cidadania da UFRJ e Ministério da Justiça (2007 a 2011), Especialização em Psicologia da Saúde da PUC-Rio (2007 a 2011). Participou do Projeto Justiça Juvenil da ABMP (Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude), de 2008 a 2009. Foi consultora do Projeto “Oficinas de Capacitação em Gestão de Risco” da organização Médicos Sem Fronteiras, de 2008 a 2009. Em 2017 passa a ser pesquisadora convidada da linha de pesquisa “Acolhimento e inclusão de jovens em risco do IPCDHS/FCT, Univ. de Coimbra e consultora do Laboratório de Intervenção na Comunidade (LInC). É Vice-coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social (LIPIS, da PUC-Rio) desde 2006; foi colaboradora do Núcleo Interdisciplinar de Memória, Subjetividade e Cultura (NIMESC) da PUC-Rio; pesquisadora associada do Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA) da PUC-Rio, em 2015 e do Núcleo Transdisciplinar Subjetividades, Violências e Processos de Criminalização (TRANSCRIM) da UFF, em 2016

 

[Oficina] Métodos Participativos com Phoebe Kisubi

No semestre de 2019.2, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio e o Projeto GlobalGRACE promoveram a Oficina de Métodos Participativos/ Participatory Methods.  A Oficina  foi ministrada pela Professora Dra. Phoebe Kisubi (University of Cape Town) nos dias 21 e 22 de Outubro de 18h às 21h (6h totais).

 

Ementa

When research and research methods are historically imbricated in violence and structural marginalization of the ‘other’, contemporary research raises many methodological and ethical challenges. It calls for a troubling the underlying logic of traditional positivist methods, a challenging of who ‘the knower’ is. It calls for placing emphasis on contesting structural grammars along race, class, gender, sexuality, religion and ability/disability as well as representation. Participatory methods – such as participatory action research offers possibilities to challenge these structures, as social justice is heavily embedded in them. In these oficina, we will engage with participatory methods, with examples from both my doctoral research and the current GlobalGRACE project in Cape Town-South Africa I am working on entitled: Participatory theatre and the production of cultures of equality with and by sex workers in South Africa. This will include vignettes from the 1 st public performance beginning of August 2019 of the SW Theatre Group in South Africa.

Phoebe Kisubi Mbasalaki – Lecturer and Researcher – University of Cape Town

Phoebe is a lecturer on the gender studies program at the Africa Gender Institute (AGI) – University of Cape Town.  She is also a post-doctoral research fellow on the GlobalGRACE project (https://www.globalgrace.net) housed at the AGI and the Centre for Theatre, Dance and Performance Studies (CTDPS) – University of Cape Town as well as the NGO – Sex Workers Advocacy and Educational Task Force (SWEAT). She holds a doctorate in Gender, Media and Culture from the Graduate Gender Studies Programme, Utrecht University in the Netherlands. Phoebe was also a lecturer at Utrecht University and taught on the Graduate Gender Studies Programme, feminist theory and feminist research methods. Her research interests are in critical race, gender, class, sexuality, public health as well as  decolonial thought and praxis. Phoebe has also worked in various fields including gender, HIV and public health with agencies such UNDP, UNAIDS and WHO.

[OFICINA] O MÉTODO DA CARTOGRAFIA DECOLONIAL

Neste semestre de 2019.1, o Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio ofereceu aos alunxs a Oficina “O método da Cartografia Decolonial”

A oficina foi ministrada Marcelle Decothé (Asessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco) e Fransérgio Goulart (Militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada).

O primeiro encontro ocorreu no dia 25 de Abril de 2019 no auditório do IRI 2 com a facilitação de Marcellle Decothé que apresentou as contribuições do método da cartografia no contexto das metodologias de pesquisa, em articulação com os estudos da subjetividade, pesquisa-ação e pesquisa-intervenção trazendo a proposta teórico- metodológica de construção de uma “nova” epistemologia periférica, onde a cartografia é utilizada como um método participativo de construção de novas narrativas. 

O segundo encontro foi realizado no dia 26 de Abril de 2019 no CENFOR em Nova Iguaçu e teve como proposta trazer noções, questões e proposições sobre um método que vem sendo associado a construção de um “novo” saber periférico que habita também ao desenvolvimentos de novas práticas do “fazer” pesquisa . Nesse dia,  Fransérgio Goulart e Marcelle Decothé realizaram uma discussão sobre as pistas do método cartográfico: o passo a passo da metodologia, as ferramentas para construir novos mapas, o acompanhamento de processos, a atenção do/a “cartógrafo” para as questões pertinentes ao campo. Nesse sentido, jogaram luz ao ato da pesquisa-ação, revalidando a cartografia como uma metodologia de pesquisa científico-favelado para enfim, incitarem reflexões sobre qual o lugar do pesquisador na pesquisa, sobre o que pesquisamos, para que pesquisamos e para quem pesquisamos.

Marcelle Decothé

Analista em Defesa e Gestão Estratégica Internacional formada pela UFRJ; Mestranda em Políticas Públicas em Direitos Humanos (PPDH/UFRJ). Pesquisadora associada ao ISER (Instituto de Estudos da Religião); Assessora Parlamentar do Mandato da deputada estadual Mônica Francisco; Fomentadora do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro, militante de favelas e periferias do Estado do Rio de Janeiro. Cartógrafa periférica, pesquisadora ligada aos temas de raça, segurança pública e direitos humanos.

 

Fransérgio Goulart

Historiador formado pela UERJ; Fomentador do Espaço Pra que e Pra quem Servem as Pesquisas sobre Favelas e do Curso sobre Segurança Pública e Epistemologia Favelada. Consultor da Petrobrás em Elaboração e Gestão de Projetos Sociais; militante do Movimento de Favelas e do Fórum Grita Baixada. Especialista em  Cartografias Insurgentes e ou Decolonial e apoiador de Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado como: Mães de Maio – SP, Mães de Manguinhos, Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado na Baixada Fluminense e Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência

 

 

[Oficina] “Atlas TI, Gephi e QGIS”

 

Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio promoveu a Oficina de Método “Atlas TI, Gephi e QGIS” oferecido pela professora Danielle Sanches da FGV-Rio.  O evento foi realizado no Auditório do IRI 2 nos dias 12 e 13 de novembro de 18h às 21h.

Na oficina foram apresentados os programas Atlas TI, Gephi e QGIS, sendo o ALTAS TI utilizado no dia 12 de Novembro e o QGIS no dia 13 de Novembro.

Para acessar os áudios:

Aula 12/11/2018: veja aqui.

Aula 13/11/2018: veja aqui.

 

Danielle Sanches é Pesquisadora da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV, e pesquisadora visitante do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Doutora em História das Ciências pela Ecole des Hautes Etudes (EHESS/Paris) em cotutela com a Casa de Oswaldo Cruz/FioCruz, com bolsas CAPES e CNPq, Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e Bacharel e Licenciada em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Suas áreas de pesquisa incluem História dos Saberes e Práticas Científicas, História Moderna e História Global, além de análise de dados georreferenciados, sobretudo na área das Humanidades Digitais. Também vem atuando em áreas de pesquisas sobre Políticas Públicas relacionadas, principalmente, à Segurança Pública com a utilização de novas metodologias de análise. Atualmente é professora do Programa de Ensino Tutorial (PET) para a graduação, no Departamento de Relações Internacionais da Puc-Rio.

 

[Oficina] “Estratégias Metodológicas para Entrevistas”

O Laboratório de Metodologia do IRI/PUC-Rio realizou o evento Oficina de Método – Estratégias Metodológicas para Entrevistas, com a Profa. Maria Helena Zamora, Psicologia/PUC-RIO,  nos dias 18 e 20 de junho de 2018, na biblioteca do BRICs Policy Center.

A professora Maria Helena Zamora tratou de estratégias metodológicas para a condução de entrevistas em pesquisa a partir de sua experiência na Psicologia.

Para maiores informações, ver PROGRAMA OFICINA DE MÉTODO 2018. 1 – ENTREVISTAS.

Para acessar os áudios:

Aula 18/06/2018: veja aqui.

Aula 20/06/2018: veja aqui..


 

Maria Helena Zamora é professora no departamento de Psicologia da PUC-Rio. Atua em Psicologia Jurídica, nos temas de direitos humanos da criança e do adolescente, práticas na Educação, desigualdade social, racismo e Psicologia Social Comunitária. É ainda membro da Secretaria Executiva do Comitê Estadual para a Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro (Lei 5778, de 2010) desde 2015; membro do Conselho Consultivo do Instituto de Cidadania e Direitos Humanos, fundado em 2017, em Minas Gerais; e docente nas Pós-graduações Psicologia Hospitalar e da Saúde (disciplina Questões Socioantropológicas da Saúde) e Psicologia Junguiana, Arte e Imaginário. Foi professora convidada da Especialização em Teorias e Práticas Transdisciplinares e
Violência: Direito, Educação e Saúde, da FUNEMAC (Fundação Educacional de Macaé - 2007 a 2009), do Curso de Especialização em Segurança Pública, Cultura e Cidadania da UFRJ e Ministério da Justiça (2007 a 2011), Especialização em Psicologia da Saúde da PUC-Rio (2007 a 2011). Participou do Projeto Justiça Juvenil da ABMP (Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude), de 2008 a 2009. Foi consultora do Projeto “Oficinas
de Capacitação em Gestão de Risco” da organização Médicos Sem Fronteiras, de 2008 a 2009. Em 2017 passa a ser pesquisadora convidada da linha de pesquisa "Acolhimento e inclusão de jovens em risco do IPCDHS/FCT, Univ. de Coimbra e consultora do Laboratório de Intervenção na Comunidade (LInC). É Vice-coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social (LIPIS, da PUC-Rio) desde 2006; foi colaboradora do Núcleo Interdisciplinar de Memória,
Subjetividade e Cultura (NIMESC) da PUC-Rio; pesquisadora associada do Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA) da PUC-Rio, em 2015 e do Núcleo Transdisciplinar Subjetividades, Violências e Processos de Criminalização (TRANSCRIM) da UFF, em 2016.